Jovens do curso de Libras do ILBJ aprendem sobre cultura e inclusão no Museu da Gente Sergipana
Por Maria Eduarda Rocha, com supervisão de Ana Paula Machado
Aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras) também é conhecer os espaços onde ela está presente e foi com esse objetivo que os alunos do curso de Libras do Instituto Luciano Barreto Júnior (ILBJ) estiveram no Museu da Gente Sergipana, em uma atividade que uniu o aprendizado em sala de aula ao contato com a cultura e com recursos de acessibilidade.
A proposta foi levar os estudantes a uma situação real de uso da Libras e mostrar como a acessibilidade pode fazer parte da rotina de espaços culturais e, no museu, a turma acompanhou a mediação em Libras, conheceu o atendimento oferecido ao público surdo e vivenciou a inclusão na prática.
A educadora de Libras, Gilmara Menezes, explicou que a atividade foi pensada para proporcionar aos jovens uma experiência prática e mostrar como a língua de sinais pode ser utilizada em diferentes situações do dia a dia. “A intenção é fazer com que os alunos saiam da bolha da sala de aula e pratiquem a Libras no dia a dia e o Museu da Gente Sergipana é um dos espaços mais acessíveis que conhecemos. Nossos estudantes puderam acompanhar a explicação do educador do local e ver como uma pessoa surda vive essa visita com acessibilidade, sentindo na pele essa experiência”, explica a professora.
Além do contato com a Libras, os estudantes conheceram parte da história de Sergipe e observaram como o museu recebe o público surdo. Para a jovem Stéfany Carolina, a atividade reuniu o aprendizado sobre a história do Estado com uma experiência prática de inclusão.
“Tivemos muito conhecimento, aprendendo sobre como o espaço funcionava no antigo Colégio Atheneu, como eram as matérias e as roupas da época, mas o que achei mais interessante foi ver a acessibilidade acontecendo de verdade e ter contato com os intérpretes. Achei uma iniciativa incrível do ILBJ”, relatou. 
A atividade teve um significado ainda maior porque a mediação em Libras foi realizada por Ingrid Konata e Igor Lopes, que iniciaram suas trajetórias como no ILBJ e hoje atuam como intérpretes. Para Ingrid, voltar ao ILBJ como profissional é uma forma de contribuir com a formação de novos alunos. “É sempre uma honra contribuir com o pessoal do Instituto, um local onde fui muito feliz e que me faz feliz até hoje, algo que vou levar para minha vida sempre. Fazer parte dessa história e contribuir com os novos alunos é extremamente gratificante”, ressaltou a intérprete.
A ação reforça a importância da inclusão e da acessibilidade nos espaços culturais e apresenta aos jovens novas possibilidades para sua formação ao acompanhar profissionais que passaram pelo Instituto os jovens puderam conhecer diferentes caminhos para seguir a partir do aprendizado da Língua Brasileira de Sinais.

